O planeta adoecido
oplanetaadoecido
Assim como um corpo, o mundo também fica (e está) doente.
A poluição do ar é sua bronquite crônica, que lança gases de efeito estufa e aquece o planeta. Os congestionamentos são uma trombose paralisante, que bombeia CO2 incessantemente. A calvície verde, com o sumiço das áreas naturais, elimina os pulmões que resfriam o clima. As ondas de calor são como uma febre persistente, agravada pelo concreto e pela falta de verde. E a doença autoimune da corrupção desvia recursos vitais que poderiam garantir nosso futuro. Curar nossas cidades é tratar a febre da Terra.
A temporada de espirros está mais longa
Com mais CO2 no ar, plantas como as árvores e gramíneas produzem pólen mais potente e em maior quantidade. Estudos mostram que, até o final do século, as temporadas de pólen devem começar 40 dias antes do que hoje e terminar 15 dias depois. Esta é uma das razões pelas quais as alergias respiratórias estão se tornando mais comuns e intensas.
A fumaça que viaja milhares de quilômetros
A fumaça de incêndios florestais, cada vez mais comuns em um mundo mais quente e seco, não respeita fronteiras. Ela carrega partículas ultrafinas que penetram nos pulmões e até na corrente sanguínea. Em 2020, a fumaça das queimadas no Pantanal degradou o ar de São Paulo, a 1,5 mil km de distância.